quinta-feira, 12 de março de 2020

Aviação regional segue em expansão e Asta Linhas Aéreas prevê um crescimento de 50% em 2020

Aviação regional segue em expansão e Asta Linhas Aéreas prevê um crescimento de 50% em 2020
Aviação regional segue em expansão e Asta Linhas Aéreas prevê um crescimento de 50% em 2020

Empresa anunciou o início das operações em mais três municípios de Mato Grosso, neste primeiro trimestre: Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sinop

A aviação regional está em plena expansão e um dos principais fatores para esse cenário positivo é o apoio da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), do Governo Federal e de alguns estados, por meio de incentivos como isenção de impostos e redução da alíquota do ICMS sobre os combustíveis. Essas e outras medidas devem possibilitar um crescimento significativo do transporte aéreo em regiões remotas, onde a estrutura e a logística são muito específicas.

Atuando no segmento sub-regional com foco no agronegócio, em Mato Grosso, desde 1995, a Asta Linhas Aéreas tem boas perspectivas para este ano e prevê um incremento em torno de 50% nos negócios. A empresa fechou 2019 com um faturamento de R$ 14,5 milhões e a projeção é encerrar 2020 com uma receita de R$ 22 milhões. “Para atingir essa meta, nosso plano de expansão prevê a inclusão de novas rotas e a aquisição de mais quatro aeronaves, ainda este ano. Hoje, temos três aviões Cessna Grand Caravan, que é um monomotor de 9 lugares, mas nossa estimativa é adquirir mais duas unidades desse modelo e dois Twin Otter, com 19 lugares”, afirma Adalberto Bogsan, CEO da Asta.

Nos últimos anos, a empresa intensificou suas atividades na região mato-grossense para atender a crescente procura dos passageiros do agronegócio, que aumentou 79% entre 2018 e 2019. Em janeiro, iniciou suas operações em Nova Mutum e se prepara para começar os voos em Lucas do Rio Verde, no dia 9 de março, e Sinop, ainda neste primeiro trimestre. Com a inclusão da nova linha, a Asta passa a operar 70 voos regulares por semana, atendendo 11 cidades mato-grossenses: Água Boa, Aripuanã, Canarana, Cuiabá, Juara, Juína, Nova Mutum, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste e Tangará da Serra, além de Lucas do Rio Verde.

Expansão nacional

Em agosto do ano passado, a Asta assinou uma parceria com a Azul, para integrar os voos que opera dentro do Estado de Mato Grosso à malha aérea nacional e internacional, com conexões em Cuiabá. Em outubro, firmou um acordo de intenção de operação com o Governo de Minas Gerais, para 2020. A companhia também planeja a extensão das linhas de Mato Grosso para Tocantins e Goiás.

De acordo com Bogsan, a projeção da companhia para os próximos 10 anos é passar das três aeronaves atuais para uma frota de 26 aviões. “A aviação sub-regional é um segmento com grande potencial de crescimento, e estamos investindo para ampliar nossa malha aérea dentro desse nicho de mercado. Nosso foco é expandir o atendimento em pequenas cidades, onde aviões de maior porte não podem operar devido ao tipo de pistas disponíveis, de 1.000 a 1.600 metros, com restrição de piso e infraestrutura aeroportuária. Com incentivos da ANAC e do governo, a expectativa é alavancar esse segmento nos próximos cinco anos”, comenta o executivo da Asta.

Asta Linhas Aéreas

A Asta é uma empresa mato-grossense que, desde 1995, presta serviços de transporte de cargas e passageiros no estado, com foco no agronegócio. Hoje, a companhia conta com três aeronaves monomotor, o que a habilita a operar em qualquer pista disponível no país, atendendo regiões inviáveis para aeronaves de maior porte. Sua categoria de operação é a RBAC 135 -- Linha Complementar e charter.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Azul compra TwoFlex e assume destinos regionais de MT, entre eles Tangará da Serra

Azul compra TwoFlex e assume destinos regionais de MT, entre eles Tangará da Serra
Azul compra TwoFlex e assume destinos regionais de MT, entre eles Tangará da Serra

A companhia aérea Azul anunciou na tarde de hoje acordo para comprar a rival menor TwoFlex, reforçando a aposta na aviação regional e de olho em licenças adicionais para voos ligando o aeroporto de Congonhas (SP) ao Rio de Janeiro.

O negócio, antecipado pela Reuters mais cedo citando fonte, é avaliado em 123 milhões de reais e dará à malha da Azul 36 novos destinos regionais operados pela TwoFlex.

Empresa oriunda da fusão das operadoras de táxi aéreo Flex Aero e Two Aviation, a TwoFlex tem 18 aeronaves Cessna Grand Caravan, com as quais atende principalmente o Centro-Norte do país.

Para a Azul, a transação é uma ofensiva dupla. Já dona da maior malha aérea do país, com cerca de 200 destinos, a empresa fecha uma porta para eventual avanço da rival Gol, que em 2019 havia feito uma parceria para vender passagens para destinos regionais por meio da TwoFlex.

Ao mesmo tempo, a Azul amplia as opções para ligação entre as capitais paulista e fluminense, já que a TwoFlex obteve em setembro passado licenças da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para voos entre o aeroporto de Jacarepaguá, na Barra da Tijuca, e o terminal de Congonhas, com seis voos diários, três partindo de cada cidade. A Two Flex tem 14 horários diários de partidas e chegadas na pista auxiliar de Congonhas.

O presidente-executivo da Azul, John Rodgerson, disse à Reuters que tentará convencer a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a autorizar o uso de aeronaves ATR da companhia, com capacidade para até 70 passageiros, nos slots da TwoFlex, hoje operados com o modelo Cessna, para até 9 passageiros.

O mesmo poderá ser perseguido para outros destinos, desde que a Azul perceba que haja maior demanda do mercado e que os aeroportos regionais tenham capacidade para aeronaves maiores.

“Vai ser para nós uma forma de prospectar o potencial de crescimento desses novos destinos”, disse Rodgerson.

A TwoFlex também opera destinos de Monte Dourado, Almeirim, Porto de Moz e Breves, no Pará, além de Maués e Parintins, no Amazonas. No Centro-Oeste, a TwoFlex atende Cuiabá, Água Boa, São Félix do Araguaia, Tangará da Serra e Juína. Partindo de Cuiabá, a empresa opera Água Boa (MT), São Félix do Araguaia, Tangará da Serra e Juína, no Mato Grosso.

Rodgerson disse ainda que a transação ajudará a Azul a fortalecer o negócio de transporte de cargas, unidade que mais cresce na empresa atualmente. “Há algumas aeronaves da TwoFlex que são 100% alugadas para transporte de cargas e isso vai nos ajudar nesse segmento”, disse o executivo.

FONTE: Gazeta MT/Aluisio Alves

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

#PUBLICAÇÃO1000 - Azul expande malha no Mato Grosso em parceria com Asta; operação começa em 90 dias

#PUBLICAÇÃO1000 - Azul expande malha no Mato Grosso em parceria com Asta; operação começa em 90 dias
Adalberto Bogsan e Marcelo Bento Ribeiro
Atender mercados regionais está no DNA da Azul Linhas Aéreas desde sua fundação, em 2008. Hoje (22), a aérea deu mais um passo para a consolidação dessa estratégia ao firmar um acordo interline com a Asta, empresa sub-regional que opera no interior do estado do Mato Grosso. Com a novidade, que deve entrar em vigor em até 90 dias, a Azul agrega sete destinos no estado e passa a atender 111 cidades brasileiras.
As duas empresas que transportam passageiros há praticamente o mesmo tempo agora somam forças para incrementar os negócios e expandir a atuação, com benefício direto aos consumidores. Assim que a parceria for iniciada – o que depende apenas da conclusão de um processo de certificação da Asta junto à International Air Transport Association (Iata) e da integração de sistemas – os clientes poderão comprar passagens nos canais de venda das duas empresas, em um único tíquete e com valores negociados.
“Existe um enorme potencial espalhado pelo Brasil inteiro e a demanda não está apenas em São Paulo, no Rio de Janeiro ou em Brasília. O País continua se interiorizando via agronegócios e mineração e essa parceria nos leva a uma região que é muito forte economicamente, mas que não tem aeroportos com estrutura para receber uma aeronave como os ATRs que operamos”, pontuou Marcelo Bento Ribeiro, diretor de Alianças da Azul.
Dados de órgãos oficiais de aviação corroboram a leitura do executivo, já que o número de voos domésticos per capta no Brasil é de apenas 0,5 – o que quer dizer que cada brasileiro viaja “meia vez” por ano. No México e na Colômbia, essa taxa chega a 0,7; no Chile é de 1,2; e, nos Estados Unidos, 2,6.
Acordo inédito
Essa é a primeira parceria doméstica da Azul, que reforçou o plano de expandir a operação para outras 30 cidades potenciais nos próximos anos. A possibilidade de usar o mesmo modelo de acordo não foi descartada, entretanto, a quantidade pequena de empresas sub-regionais em atuação pelo País engessa a expansão por essa via. “Não temos nada de concreto”, frisa Bento.
Fundada em 1995, a Asta operou até 2018 como empresa de táxi aéreo. Inicialmente focada em cargas, a companhia recebeu autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2009 para operar voos regulares com passageiros, o que hoje representa 95% do negócio. No ano passado, começou o processo legal para se tornar uma linha aérea e aguarda apenas a obtenção do Iata Standard Safety Assessment (Issa), certificação de  participação voluntária que garante a combinação de qualidade e segurança das operações para empresas menores.
O documento aumenta a projeção das empresas, o que dá à Azul segurança para firmar o acordo interline. Em termos de negócios, José Luiz de Oliveira Neto, diretor financeiro da Asta projeta 30% de aumento nas receitas quando a operação estiver consolidada, o que deve acontecer entre oito e dez meses após o início da parceria.
A operação conjunta será realizada em três aeronaves modelo Cessna Grand Caravan, de nove lugares partindo de Cuiabá para Água Boa, Canarana, Juara, Juína, Lucas do Rio Verde e Tangará da Serra, além de Cuiabá e Rondonópolis, onde a Azul também atua. “A malha foi montada de forma a garantir oferta complementar de voo nos destinos onde já temos presença e em horários que permitam rápida conexão com nossos voos”, diz Bento.
Além de trazer comodidade ao passageiro – com reembarque eficiente, economia de tempo e facilidades como check in único e despacho de bagagens direto ao destino final -, a iniciativa também facilita a vida financeira dos clientes corporativos do agronegócio, maior filão da sub-regional. “O viajante pode ir e voltar no mesmo dia ou fazer apenas um pernoite, o que diminui o custo para as empresas”, defende Adalberto Bogsan, CEO da Asta.
Outros dois Cessna Grand Caravan se juntarão à frota da Asta ainda neste ano e, em março de 2020, a companhia terá seu primeiro Twin Otter. A aeronave tem capacidade para 19 passageiros para atender às cidades com maior demanda, como Rondonópolis e Primavera do Leste que têm voos diários e chegam a duas frequências às segundas e às sextas-feiras.
Bogsan reforça que a estratégia da empresa é crescer, sem perder sua identidade de empresa sub-regional. “Queremos evoluir em número de aeronaves e não no tamanho delas. A ideia é ter aviões que acomodem 40 passageiros, no máximo, para continuarmos atendendo a esse perfil”, finaliza.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Mato Grosso é o estado com a maior frota de aeronaves agrícolas do país

Mato Grosso é o estado com a maior frota de aeronaves agrícolas do país
Aeronaves fazem aplicação de defensivos em lavouras — Foto: TVCA/Reprodução


Com 464 exemplares, Mato Grosso é o estado com a maior frota de aeronaves agrícolas do país. O estado é referência no assunto e já considerado o berço da aviação agrícola. O número de aviões no estado corresponde a quase 20% do total usado no país.

Ao todo, o Brasil fechou o ano passado com 2.114 aeronaves usadas nas lavouras.

Isso significa um aumento de 46 na frota nos últimos 10 anos.

Os aviões são usadas para a aplicação de defensivos agrícolas nas plantações. Os trabalhos são feitos em todas as safras e, segundo os agricultores, somente assim é possível fazer o manejo das grandes lavouras.

“As plantações estão cada vez maiores. Por exemplo, a cultura do algodão precisa de várias aplicações no decorrer do tempo. Sem a aeronave fica praticamente impossível o cultivo”, afirmou o piloto Fábio Fermo.

Ele é contratado pelas fazendas e tem a responsabilidade de comandar as aeronaves mais modernas. Uma delas foi comprada nos Estados Unidos e custou quase 500 mil dólares.

O investimento parece caro, mas a economia é sentida pelo produtor.

“Na verdade é uma conta matemática. Uma aeronave dessa vai substituir em torno de 4 pulverizadores. Então, se o produtor tem uma área de produção que justifique a utilização dela, o custo de aplicação ta saindo mais barato do que o terrestre”, afirmou o produtor Bruno Franciosi.

FONTE: G1

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

29% dos voos do Marechal são regionais; mais 10 cidades têm destinos em MT

29% dos voos do Marechal são regionais; mais 10 cidades têm destinos em MT
quadro avi�es

Dos 24 destinos operados pelo Aeroporto Internacional Marechal Rondon, sete são para municípios dentro de Mato Grosso, o que significa que aproximadamente 29% das operações de Cuiabá/Várzea Grande são para voos regionais.
Os dados constam no sistema Hotran, que é do Ministérios dos Transportes, Portos e Aviação Civil e utilizada dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O levantamento foi realizado pelo RDNews.
Além de Cuiabá/Várzea Grande, as cidades de Alta Floresta, Juina, Sinop, Água Boa, Confresa, São Félix do Araguaia, Barra do Garças, Rondonópolis, Tangará da Serra e Sorriso contam com um aeroporto que também realiza voos internos.
O Aeroporto Marechal Rondon, responsável pela maioria dos destinos dentro do Estado, opera voos para as cidades de Alta Floresta, Juína, Sinop, Água Boa, Barra do Garças, Rondonópolis e Tangará da Serra.
Apesar de corresponder por quase um terço de todos os destinos disponíveis, essas operações só corresponderam a 26,7% das decolagens em agosto do aeroporto de Cuiabá/Várzea Grande, de acordo com a Anac. As empresas que realizam esses voos são a Azul, América do Sul T.A, Map Linhas Aéreas e Passaredo.
Em agosto, o Marechal Rondon operou 176 voos regionais, enquanto voos para outras capitais do Brasil foram 478. Além disso, outros seis voos tiveram como destino locais fora do país.



Interior
Depois de Cuiabá/Várzea Grande, a segunda cidade que mais opera trechos dentro do Estado é Água Boa, a 736 km da capital. O Aeroporto Olhos D’Água tem voos para, além de Cuiabá/Várzea Grande (10 voos autorizados e 90 assentos ofertados), São Felix do Araguaia (cinco voos e 45 assentos) e Confresa (cinco voos e 45 assentos). Todos as operações são realizadas pela América do Sul T.A.
Os municípios de Alta Floresta, Confresa e São Félix do Araguaia dividem a terceira colocação de cidades com mais voos. As três operam trechos para outras duas cidades dentro de Mato Grosso.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Movimento de passageiros nos aeroportos de Mato Grosso diminui em 2016

Movimento de passageiros nos aeroportos de Mato Grosso diminui em 2016


Aeroporto Marechal Rondon (CGB)
O movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Marechal Rondon diminuiu aproximadamente 15% no ano passado. O número de embarques e desembarques caiu de 3,3 milhões, em 2015, para 2,8 milhões em 2016. O decréscimo em Cuiabá ficou mais de duas vezes acima do registrado em todo o país.
Os dados foram divulgados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) na última semana. Em 2016, foram realizados 1,42 milhões de embarques e 1,40 milhões de desembarques em Cuiabá. Há dois anos, foram 1,65 milhões de embarques e o mesmo número de desembarques.
Do montante geral, os voos regionais foram os que mais sofreram com o recuo. Do total, 794,9 mil embarques e desembarques em 2015 foram de operações regionais. Esse valor caiu para 466,2 mil no ano passado, o que representa uma queda de aproximadamente 41,3%.
Acompanhando o movimento de queda, porém com menos intensidade, os voos nacionais também foram afetados. Em 2015, foram calculados 2,4 milhões de embarques e desembarques de voos nacionais, enquanto no ano passado esse número baixou para 2,2 milhões, queda de aproximadamente 8%. Via RDNews